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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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O envelhecimento da população portuguesa

Mäyjo, 15.10.15

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«Por cada 100 jovens, quantos idosos existem no nosso país?». A pergunta faz parte do questionário da Pordata Kids, e destacamo-la porque hoje se celebra o Dia Internacional do Idoso. Se quiser desafiar os seus filhos (ou alunos) a encontrar mais factos sobre a população idosa, só tem de seguir o link da nova base de dados da FFMS: http://bit.ly/1QMqrSb


Para números mais detalhados, já sabe: a Pordata original tem uma secção com números qb sobre a população idosa - http://bit.ly/1KTjxae

CIDADE DINAMARQUESA “CONVENCE” CIDADÃOS A PROCRIAR

Mäyjo, 20.02.15

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A Dinamarca tem um problema de primeiro mundo – poucos bebés – e já fez de tudo para incentivar os seus habitantes a procriar, desde organizar eventos de massas temáticos, lançar sites românticos, aumentar o número de babysitters nocturnas ou até premiar testes de gravidez positivos.

Agora, a cidade de Thisted, com 14.000 habitantes, foi mais longe e ameaçou desactivar alguns serviços públicos que, ultimamente, têm estado semi-vazios, como creches, escolas e locais de entretenimento para crianças.

No entanto, autarcas e habitantes chegaram a um entendimento: numa reunião camarária, depois do ultimato dos políticos, os cidadãos prometeram aumentar o número de crianças na pequena cidade.

“Tivemos uma audiência com a comunidade local e perguntamos-lhes o que poderíamos fazer para que estas instituições permanecessem abertas, uma vez que nascem tão poucos bebés. Uma das organizações de cidadãos sugeriu este acordo”, explicou Lars Sloth, presidente da autarquia.

A ideia, recebida como “estranha”, acabou por cair no goto de autarcas e cidadãos. A Dinamarca é um dos países europeus com menor taxa de nascimentos – 1,7 crianças por família, num ranking negativo liderado por Portugal – mas a taxa de Thisted é ainda menor: 1,6 crianças por família.

“Hoje, os jovens preferem cidades maiores. Thisted é uma zona muito bela, mas vazia. Não se passa grande coisa aqui”, concluiu o Lars Sloth. No entanto, o responsável admitiu que a população está “muito entusiasmada” com o novo plano, sobretudo os mais jovens. “Também tem havido interesse de outras regiões, por isso vamos ver no que isto dará”.

Foto: markheybo / Creative Commons

Esperança de vida não pára de aumentar

Mäyjo, 02.11.14

Famílias aumentam na vertical e encolhem na horizontal.

Ao «baby-boom» sucede o «papy-boom»

 

Ao nascer, em 1930, Manuel L. tinha uma esperança de vida de 47 anos e Maria, que nasceu na mesma altura, de 51. É a história desses dois indivíduos que a socióloga Maria João Valente Rosa utilizou para nos mostrar o acréscimo de vida de que os portugueses têm vindo sucessivamente a beneficiar.

«O tempo passou. Em 1970, tinham ambos 40 anos. Deviam estar a aproximar-se do fim da vida. Mas, nesse ano de 70, aquele homem e aquela mulher encontraram-se com uma esperança de vida de 32 e 36 anos, respectivamente. Tinham-se passado 40 anos e tinham à sua frente quase outro tanto!»

Vinte anos depois, o Manuel e a Maria, aos 60 anos, têm ainda para viver ele 17 e ela 21 anos. «O José chegou a avô e, se calhar, vai chegar a bisavô. A Maria chegou a bisavó e, se calhar, a trisavó!», sublinhou a socióloga.

«As famílias aumentaram na vertical e encolheram na horizontal, O número de gerações está a subir. Depois do baby-boom, assistimos ao papy-boom», afirma.

No percurso «destas duas criaturas», diz pitorescamente, «verificaram-se mudanças incríveis. A vida estava sempre a dilatar-se à sua frente. Actualmente, estamos já a contar com uma esperança de vida mais elevada. Mas, nem o Manuel nem a Maria se prepararam para este acréscimo de vida, porque as mudanças têm sido muito rápidas. As gerações hoje com 30/40 anos sabem com o que vão contar. Sabem que vão ter que investir em pleno em duas carreiras; que vão ter netos e bisnetos e viver uma parte da sua vida num espaço que tem de ser adequado ao processo de senescência. Isto preocupa-me, porque mesmo em termos de trabalho se continua a pensar como se a situação fosse outra. A ideia do trabalho para toda a vida, tal como do casamento, acabou», diz. Para sublinhar: «As mentalidades demoram a mudar. Pergunto: que é que tem de ser feito para preparar esta nova realidade? Os manuais escolares foram modificados em relação às imagens do casal. Aí houve uma mudança clara. Em relação às idades, há poucos reflexos de mudança. As pessoas mais velhas aparecem na qualidade de avós. Os sinais que as referenciam não vêm associados a mais nada de positivo, para além da família. Como se tivesse acabado o seu desempenho social. Serão as novas gerações que estão a entrar agora para a escola que nos vão ditar algumas regras.»

 

Japão enfrenta forte decréscimo populacional

Mäyjo, 10.09.14

Japão enfrenta forte decréscimo populacional

A regeneração populacional do Japão está a diminuir a um ritmo recorde, já que o número de nascimentos é inferior ao número de mortes. Em 2013, o país perdeu 244 mil habitantes. Se a tendência continuar, o Japão poderá perder um terço da população durante os próximos 50 anos, o que pode ter um impacto negativo na economia e no mercado de trabalho.

 

Tal significa que 40% dos japoneses terá mais de 65 anos em 2060. Em 2013, nasceram menos seis mil bebés que no ano anterior, refere o Quartz. Porém, o envelhecimento populacional não é um problema exclusivo do Japão: segundo um relatório da ONU, 48% da população mundial habita em países onde a taxa de natalidade não é suficiente para manter a população. Toda a Europa, com excepção da Islândia, os BRIC (Brasil, Rússia e China – com excepção da Índia) e ainda algumas das economias emergentes não têm uma taxa de natalidade suficiente.

 

Os números relativos a Portugal também não são animadores. Segundo os últimos dados divulgados pelo Eurostat, Portugal é segundo país a taxa de natalidade mais baixa da União Europeia. Pior só a Alemanha. Os valores (última actualização) são referentes à população da UE a 1 de Janeiro de 2013. Segundo os dados, a taxa de natalidade em Portugal durante 2012 foi de 8,5 por mil habitantes. No total, o país perdeu 55 mil habitantes, dado que o número de mortes superou os nascimentos e o número de emigrantes que deixou o país foi superior às entradas.

 

Um outro relatório, apresentado em Novembro (de 2012) durante uma conferência do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida dá conta que Portugal é o sexto país mais envelhecido do mundo.

 

Uma excepção a esta tendência demográfica são os Estados Unidos, que apesar de ter uma taxa de natalidade baixa atrai mais de um milhão de imigrantes por ano. Desta forma, a maior economia mundial é um dos oito países cuja população deverá ser responsável por metade do crescimento da população mundial entre 2013 e 2100. Os outros sete países são a Nigéria, a Índia, Tanzânia, Congo, Uganda, Etiópia e Níger.

 

Foto:  Chi King / Creative Commons